O guia redondense do aluno herói e do professor mestre


Cada narrativa expressa um caminho, um percurso de desenvolvimento, envolvendo necessidades, questões e conquistas: os desafios, provas e obstáculos permeiam as ações de heróis e heroínas que enfrentam situações nas quais valores humanos como coragem, liberdade, beleza, determinação e justiça subjugam o medo, a inveja, a covardia, a traição.
Através de variadas situações humanas- desafios exposição ao perigo, ao ridículo, ao fracasso, encontro do amor, enigmas, encantamento, humor-, os contos produzem efeitos em diferentes níveis de apreensão: podem intrigar, fazer pensar, trazer descobertas, perguntas, questões, provocar o riso, o susto, o maravilhamento.”
Regina Machado em A Arte da Palavra e da Escuta.

Um planeta habitado por povos híbridos, culturas próprias e conflitos geopolíticos inspirados na realidade.

Tudo o que é criado permanece. Personagens, decisões e histórias tornam-se parte do mundo e influenciam as próximas gerações.
Confira abaixo povos e lugares que criamos.

AmazíndiaFauna, flora e mitologia BR.
AndesíndiaCentauros e Sátiros de lhamas, alpacas e caprinos.
ArabaiaAracnídeas; Egápticas; Hexápodes.
CaribíndiaAves Aquáticas; Celenterados; Crustáceos.
EscândiaCanídeos; Panteríneos; Ursídeos.
Nova EuronáuticaPeixes e Moluscos.
Velha EuronáuticaPeixes e Cetáceos.
NomadesesCastoris; Marsupiais; Muroídeos.
NorásiaCaudásios; Pavinásios; Vulpes.
OcenéiaCrocodilianos; Escamados; Testudinatas; Monotremata.
OtoméiaMonoquimeras; Biquimeras; Triquimeras.
Polaríndia do LestePinípedes.
Polaríndia do OesteFelíneos e Mustelídeos.
SubtérreosCingulatos e Talpídeos.
SulásiaElefantídeos; Pangolíneos; Pteropodídeos.
UbuntáfriaFaunáfrios; Floráfrios; Mineráfrios.
Um ecossistema onde investigação e liberdade poética se encontram na criação de mundos compartilhados.

Redondeta constitui um espaço em que investigação e imaginação se articulam na criação de mundos compartilhados, transformando o aprender em experiência vivida: ao assumir o papel de aluno-herói, cada participante escolhe uma forma de existir e, a partir dela, inicia um percurso de pesquisa que sustenta suas ações dentro de uma narrativa coletiva; o conhecimento deixa de ser conteúdo a ser memorizado e passa a operar como ferramenta para interpretar situações, tomar decisões e intervir no mundo, de modo que aprender não antecede a ação, mas emerge dela, pois é a própria necessidade de agir que convoca a compreensão; durante as aventuraulas, diante de problemas concretos, os estudantes mobilizam o que investigaram, argumentam, experimentam soluções e lidam com as consequências de suas escolhas, enquanto o professor-mestre organiza os desafios e acompanha os processos, fazendo com que aquilo que se aprende não se perca, mas permaneça como percurso, experiência e transformação contínua.

Como funciona:

01. Gênese e Identidade

A construção do herói como espelho. Tudo começa na escolha de uma matriz da natureza — fauna, flora ou animalfolk. A partir dessa base, o estudante projeta na personagem não apenas dados biológicos, mas uma autorreflexão: seus próprios medos, anseios e desejos. O herói torna-se um alter ego onde a pesquisa científica e a subjetividade do autor se fundem.

02. Domínio e Argumentação

O conhecimento como poder estratégico. Na aventuraula, o Professor Mestre propõe desafios moldados às capacidades de cada personagem. Quanto mais o estudante domina o conceito que pesquisou, maiores são suas chances de êxito: fundamentar a origem e a mecânica de seus poderes garante vantagens táticas e bônus nas rolagens de dados.

03. Ação e Desfecho

Um enredo tecido por escolhas coletivas. Os dilemas são enfrentados em uma construção compartilhada, onde o grupo cria a história em tempo real. Cada decisão tomada diante do mapa altera o destino deste universo, gerando consequências permanentes.

O que muda

  • O aluno aprende porque precisa agir e suas ações e criações permanecem como legado.
  • O gosto por aprender é impulsionado pela escolha da espécie, a partir da qual emergem interesses, perguntas e percursos singulares.
  • O conhecimento se materializa como dispositivo fantástico— mapas, cenas, vilões e tramas que organizam a investigação.
  • A avaliação se configura como processo contínuo (MAP), orientado pela ação, pela argumentação e pela experiência vivida.
  • Cada trajetória se constitui como percurso singular de aprendizagem, situado e irrepetível.

Amazíndia é inspirada nas cosmologias indígenas e nos biomas brasileiros, no qual seres, fenômenos e paisagens operam simultaneamente como elementos de enredo e estruturas de pensamento; é neste espaço que as aventuraulas funcionam como dispositivos de contação ativa, transformando mitos brasileiros em presenças com as quais se interage e diante das quais é preciso agir com compreensão ética, cultural e ecológica, enquanto referências da arte nacional, do modernismo à antropofagia, atravessam o mundo não como ilustração, mas como matriz poética e visual que organiza atmosferas, mapas, cenários, conflitos e formas de ver, fazendo com que o aluno herói mobilize conhecimento científico, artístico e simbólico como ferramenta de decisão, de modo que aprender deixa de ser acumular informação e passa a ser interpretar, agir e construir sentido dentro de um mundo compartilhado em constante transformação.